Tag: Plotino

Não há vida intelectual sem oração

Não há vida intelectual sem oração

Não há vida intelectual sem oração, ainda que em certo grau possa haver a erudição nos ímpios. Isso porque, como expressa São Máximo, a oração – e somente ela – separa o intelecto dos pensamentos, apresentando então a verdade integralmente desnuda. Para compreender a necessidade desse desnudamento, é preciso ter em mente duas coisas: a […]

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O problema da linguagem em Plotino

O problema da linguagem em Plotino

Discorrer sobre a linguagem em Plotino não é um encargo estático, compacto, antes, é uma corrente atualização do próprio discurso uma vez que sua filosofia não se pauta em meros significantes. Entender seu pensamento, portanto, não é o mesmo que inteirar-se acerca de aspectos qualitativos sobre o Um, o nous, a alma e o corpo. Foi sobre isso que muitos […]

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Etimologia, caracterizações e tipos de Misticismo

Etimologia, caracterizações e tipos de Misticismo

Etimologia Segundo António de Macedo [1], o substantivo “misticismo”, de cunhagem mais recente, tem sua origem em um adjetivo antigo, “mystikos”, o qual remetia aos mistérios, sobretudo os eleusinos. Por sua vez, a palavra “mistério” se originou da raiz my- (ou –mu), da qual derivaram verbos gregos como myeô (iniciar nos mistérios, sagrar, instruir) e […]

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Sentidos e aspectos literários das Enéadas de Plotino

Sentidos e aspectos literários das Enéadas de Plotino

Estudar um filósofo com excelência exige uma hermenêutica de sentidos e aspectos literários de seus escritos (e/ou de seus discípulos), não à toa, portanto, muitos bons filósofos foram filólogos (philologia, do grego φίλος–philos-amor e λόγος-logos-palavra/razão). Maria Molder, professora da FCSH-UNL, é um exemplo de quem defende que a filosofia e a filologia se aproximam, ou por outra, entram […]

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“Os filósofos são pessoas à parte e estranhas”

“Os filósofos são pessoas à parte e estranhas”

Não basta o título deste escrito, é preciso salientar novamente o que Pierre Hadot manifestou com êxito em determinada sexta-feira de 1983: “Os filósofos então são pessoas à parte e estranhas“. E ele disse mais: A filosofia está em toda parte, nos discursos, nos romances, na poesia, na ciência, até mesmo na arte; “todavia, é […]

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Conhecimento experimental

Conhecimento experimental

Constituída de carne e tecidos, sinto-me em perfeito funcionamento corporal conforme fui geneticamente capacitada em nascimento. Conjuntamente, entre sangue e estrutura cerebral, pergunto-me de onde vêm as afecções sentidas neste tronco sobre o qual vividamente movo. Embora sem desenvoltura técnica, identifico todos os meus membros harmonicamente movimentando-se em ondas vibrantes, posso experienciar a energia por eles emanada. […]

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Laboratório de Filosofia Antiga: Plotino, Enéada III.8 [30]

Laboratório de Filosofia Antiga: Plotino, Enéada III.8 [30]

Sobre o silêncio, a natureza, a contemplação e o Uno

Comprometi-me a apresentar no Laboratório de Filosofia Antiga o pensamento de Plotino, razão pela qual meus pensamentos voltaram a se debruçar diante de tão curioso filósofo. Por dias pensei repetidas vezes no que poderia ser dito acerca de um sapiente neoplatônico tal como foi Plotino. A respeito de quê poderei discursar?, pensei. Falar de Plotino não é tarefa fácil, quem o […]

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Sobre os demônios

Sobre os demônios

Opinião dos platônicos, de um sacerdote judeu e do papa Francisco

Há quem julgue que uns deuses são bons e outros maus. Mas também há quem lhes atribua apenas honra e glória tal que não pensa haver algum deus mau. Para os cristãos, aqueles que afirmaram haver deuses bons e deuses maus teriam dado aos demônios o nome de deuses. Como estes, aqueles que dizem ser todos os deuses bons […]

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O princípio do intelecto, da vida e de todas as coisas

O princípio do intelecto, da vida e de todas as coisas

O Um de Plotino

A publicação anterior tratou da visão do neoplatônico Plotino acerca da natureza e como o nascimento desta é uma contemplação voltada para a alma anterior à esta natureza. Em sua filosofia o que é gerado é homogêneo ao que gera, porém mais fraco já que o principio originado tende a perder suas características ao deslocar-se para baixo: do Um em direção ao […]

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Sobre a natureza e a contemplação

Sobre a natureza e a contemplação

A partir da Enéada III.8 [30] de Plotino

Através de uma sabedoria luminar, Plotino expressa como todas as coisas anseiam a contemplação e miram esse fim, não só os viventes racionais, mas também os irracionais e a natureza nas plantas e na terra que as engendra. Todas elas contemplam com a intensidade que lhes é possível, atingindo este fim de modo diferente, umas verdadeiramente, […]

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