Sonhos

Às vezes eu não sei com o que sonhar;
O mundo já é simbólico demais para ser verdade;
E quando eu me perco em suas sombras,
Elas parecem um Sonho da criação de Deus.

Porém como mulher eu deveria ter meus próprios sonhos
Já que nem sempre consigo pensar na Verdade
E nem é sempre que vejo perfeição nos grãos de areia.

Se homens como nós continuam sem sonhos,
Quando não pensam nem se calam,
Se perdem no pesadelo do mundo
Que nos persegue
Dois passos atrás do pensamento.

Basta olhar os carros na rua,
As avenidas sujas,
E as notícias dos televisores,
Que vemos o pesadelo.

É isto então sonhar o mundo
Com olhos comuns,
Vendo porém a verdade
Sem a Face do autêntico Sonho.

Categoria: Poesias

Natalia Cruz Sulman

Sobre o(a) Autor(a) ()

Estudante de Filosofia (Universidade Federal de Pernambuco – UFPE), tenho paixão pelo mundo. Busco conhecer a vida em seus mais íntimos aspectos: desde a origem do primeiro ser ao que está se desenvolvendo no imensurável circulo existencial. Prezo pela comunicação afetiva e verdadeira e, através de tais encantos, vivencio a Palavra em seus mais profundos aspectos, isto é, o conhecer e o comunicar.

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