Porque abortismo é fascismo

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Quadro de protesto contra a decisão da primeira turma do STF de que praticar aborto nos três primeiros meses de gestação não é crime

Porque tem dúvida se nos três primeiros meses de gestação seu bebê é ou não vida, uma mulher grávida mata o próprio filho. Ela é tão doente quanto um esquizofrênico que mata um homem porque tem dúvida se ele existe ou não. Quanto ao Estado moderno, que visa transformar aborto em ideologia, como se este não fosse doença nem crime, porém perspectivismo, isso já é advento fascista.

A lógica é simples. Enquanto é doente uma mulher que mata o próprio filho, é fascista um Estado que por direito lhe transfere a decisão de assassinato à base das seguintes ideologias: i. “a mulher pode decidir pelo <<seu>> próprio corpo”; ii. “a formação biológica com ausência do que se entende por sistema nervoso não é vida”. Ora, se você for um cientificista, defendendo que ciência não é nem ideologia nem opinião, pense que quando aplicados à política, argumentos científicos se tornam elementos ideológicos de biopolítica, se tornam ideologias similares ao que fundou sistemas de darwinismo social como o nazismo, que por sinal, defendendo que o ariano podia decidir pela <<sua>> própria raça, era de extrema esquerda.

Tardiamente porém parte dessa esquerda alemã reconheceu que os judeus (e não só os arianos) eram “vida”. Ou seja, depois de muita matança, parte dessa esquerda reconheceu que este tipo de fascismo é fascismo. No entanto, os que continuaram na esquerda, e os que hoje formam a esquerda, não reconhecem as outras faces fascistas de suas ideologias, como é a atual ideologia abortista à base de falsos empoderamentos e falsas liberdades fomentadas pelo ego.

Ou seja, se a favor da ideologia nazista de extrema esquerda os judeus foram subjugados como entidades-para-o-gás, pela ideologia abortista neoliberal de esquerda os bebês serão subjugados como entidades-para-a-faca. Disso se tira o óbvio: a legalização do aborto será mais um dos erros do seletivismo fascista da esquerda que mata por ideologia.

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Categoria: Cotidiano, Ética e Cidadania

Maria Warshawiak

Sobre o(a) Autor(a) ()

Criada numa família judaica, fui abençoada por ter um tio judeu messiânico. Através dele cresci ouvindo as histórias de Yeshua. Hoje além de seguir o Cristianismo, me dedico a estudar o Tradicionalismo e as Letras Clássicas.

Comentários (3)

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  1. curso de porcelanato liquido 3d online | 17/01/2017
  1. Excelente texto, Maria.

    O Direito deve garantir que o cidadão assuma as consequências de seus atos, ilícitos ou lícitos (como é o caso do sexo). Se alguém é sexualmente ativo, deve eticamente assumir as consequências de o fazer, quais sejam, não engravidar ou engravidar, especialmente se não houver uso de preservativos. Caso haja gravidez, para agir eticamente é preciso que se assuma a consequência disso, qual seja, ter o(a) filho(a).

    Entretanto, muitas vezes o argumento que os abortistas dão é que o aborto acontece de qualquer jeito, sendo ou não legalizado – mas estes esquecem que diante de um crime hediondo, ao invés do Estado descriminalizá-lo, ele deve lutar para que o crime não ocorra. Além do mais se diz, “Ah, mas mulheres ricas têm facilidade de abortar. Assim o aborto [mais] seguro para a mulher acaba sendo um privilégio de classe”. Isto é um fato, porém não é porque uma classe tem facilidade para errar que devemos facilitar o erro para outra – e esse é um mal da esquerda, conforme indiretamente seu texto abordou.

    O restante acho que você deixou subtendido muito bem, especialmente quando disse que a base dos abortistas são falsos empoderamentos e falsas liberdades fomentadas pelo ego. Decerto que sendo ou não a favor do “empoderamento” da mulher acerca de seu próprio corpo, liberdade claramente não significa fazer o que se quer. Em que sentido efetivo ser livre é deixar de assumir uma consequência do que se deliberou fazer? Qual mentalidade sã associará o ato de abortar com a virtude de ser livre? Deveras é difícil de conjecturar isto.

  2. Existe verdade moral? A ideia, por exemplo, de que não devemos matar seres vivos ou o que quer que seja com potencia para ser um é uma verdade? Como?

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