Arquivo para setembro, 2015

Que é a matéria, de Bertrand Russell

Que é a matéria, de Bertrand Russell

Bertrand Russell no ABC da Relatividade levanta a questão “Que é matéria?” não na qualidade de metafísico, mas referindo-se à possível veracidade da Física moderna e, mais especialmente, da teoria da relatividade. Russell mostra haver, desde o início da especulação científica, duas concepções tradicionais de matéria, isto é, a dos atomistas, que a começar por Leucipo e Demócrito concebia […]

Continue Lendo

As quatro Virtudes Cardeais

As quatro Virtudes Cardeais

Existem no Cristianismo quatro virtudes cardeais (ou cardinais) que polarizam todas as outras virtudes humanas. Este conceito, originado em Platão, foi adaptado por pensadores da Igreja como Santo Ambrósio, Santo Agostinho e São Tomás de Aquino. A virtude platônica passa por diferentes fases, todas elas bem apresentadas por Zoraida M. L. Feitosa na tese A Questão da Unidade e do […]

Continue Lendo

Morte e sensualidade

Morte e sensualidade

O Erotismo de Bataille

Precedido pelo Miroir de la Tauromachi (ensaio de Michel Leiris, 1938) onde o erotismo se liga à vida, não como ciência, mas como paixão e contemplação poética, George Bataille, em O Erotismo (1957), antes de tudo mostra o assunto como algo já há muito tempo tratado de forma aberta entre as pessoas, não mais como outrora, isto é, quando um “homem sério” […]

Continue Lendo

A leitura de Steinberg sobre a arte contemporânea

A leitura de Steinberg sobre a arte contemporânea

Anos 60, Museum of Modern Art de Nova York – Após realizar uma série de conferências, o crítico Leo Steinberg (1920-2011) adquire notabilidade por analisar se a Arte tem de ser algo para todos ou somente para um público específico. Se for exclusiva, ou as pessoas compreendem uma obra e podem apreciá-la ou não a compreendem, e por isso não necessitam dela. […]

Continue Lendo

As Tábuas de Carne

As Tábuas de Carne

Evidentemente, sois uma carta de Cristo, entregue ao nosso ministério, escrita não com tinta, mas com o Espírito de Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, nos corações (2 Cor. 3,3). Assim S. Paulo faz uma analogia entre as leis ressaltando as duas Alianças: a Aliança Antiga, escrita em tábuas […]

Continue Lendo

A felicidade no Livre Arbítrio Agostiniano

A felicidade no Livre Arbítrio Agostiniano

A Vida Feliz (386 d.C.) é evidentemente a obra de Santo Agostinho mais conhecida acerca da felicidade. Todavia o filósofo de Hipona está sempre retomando o conteúdo nela expresso por pensar ser o caminho para a virtude, impreterivelmente presente na vida cristã, também a passagem para a felicidade. Felicitar-se é uma determinação da boa vontade, sendo essa principiada pelo Livre Arbítrio (395 d.C.). É a vontade que pode […]

Continue Lendo

A arte deve ser bonita

A arte deve ser bonita

Marina Abramovic, Copenhague, Dinarmaca, 1975

Art must be Beaufiful, Artist must be Beatiful – A arte deve ser bonita, o artista deve ser bonito, em português – foi a primeira performance filmada por Marinha Abramovic. Na obra “Abramovic está vestida de preto, sem adereços quaisquer e penteia agressivamente seus longos cabelos. Com uma escova em uma mão e o pente […]

Continue Lendo

O lugar do homem nas ciências da natureza

O lugar do homem nas ciências da natureza

Um amigo queixava-se de como a ciência procede acerca da relação dos homens com as demais partes da natureza, isto é, dos animais e plantas. Partindo do pressuposto de que as ciências exatas eram também ciências humanas ainda que fossem designadas por Ciências da Natureza, meu amigo perguntou como elas podiam ser conduzidas, disse ele:  <<essas […]

Continue Lendo

A arte matemática

A arte matemática

n.1

A maior descoberta na vida de um homem é a descoberta do método. Senão do melhor método, daquele que lhe é próprio. E ele o conduz ao fim de todos os métodos, que não pode ser outra coisa senão a sapiência. Mas um e outro, isto é, a sapiência e o método, não são em […]

Continue Lendo

Mosca Morta

Mosca Morta

| 18/09/2015 | 1 Comentário

Prestes a morrer, desfaleceu. Viveu a vida correndo, correu a vida voando. Talvez, um belo dia, bateu-lhe o desespero num momento tosco, tosco como ela própria entre um ou outro bater de asas. Nessa hora, parou no ar tendo depois caído no chão (pois não podia simplesmente parar no ar) esse era seu dever moral: […]

Continue Lendo

Pular para a barra de ferramentas