Angiospermas: A multiplicidade a partir de um único ancestral comum

IMG_20150621_150916444Demasiadamente encantador foi ter tido a fortuna de ser introduzida às plantas com frutos/flores chamadas angiospermas (filo Anthophyta). Certamente desenvolver a ciência de suas sombras intensifica ainda mais a experiência estética do contato entre homem-angiosperma: essa última, por representar a maior parte das plantas do mundo visível, pode ser contemplada nos mais diversos lugares: em qualquer solo congênito que os pés possam pisar há árvores, arbustos, gramados, jardins, plantações – como a do trigo ou a do milho –, flores do campo, frutas ou verduras.

Tais variedades – estima-se que há cerca de 450 mil espécies de angiospermas representando assim o maior filo de organismos fotossintetizantes – se manifestam como um presente para os olhos que as enxergam no meio da vida. Suas diversas espécies surgiram a partir de um mesmo descendente: curiosamente as angiospermas são monofiléticas, ou seja, derivadas a partir de um único ancestral comum. O que explica esse fenômeno? Qual a razão de uma variedade de espécies surgir a partir de um mesmo descendente? Havendo até mesmo umas tão grandes – como o Eucalyptus, de mais de 100 metros de altura – e outras, tão pequenas – tal qual as lentilhas-d’água, muitas vezes mal alcançando um milímetro de comprimento. Desde o tempo de Charles Darwin, os cientistas vêm tentando entender a oculta origem das angiospermas. Em carta a um amigo, Darwin  uma vez se referiu ao surgimento das mesmas no registro fóssil como “um mistério abominável”.

É notável o quanto as angiospermas representam um grupo de plantas com sementes diversas e sobretudo especiais: flores, frutos e um ciclo de vida distinto. Sua parte fértil são os estames e os já citados carpelos; a estéril, as belas pétalas e as sépalas. Coletivamente, as sépalas formam o cálice e os microsporofilos. As angiospermas representam de tal forma a feminilidade que têm ovário – onde os óvulos se fixam pela placenta. Por fim, o óvulo se desenvolve na semente e o ovário, no fruto.

É importante considerar o quanto a própria raiz de seu nome é especial: do grego, angio significa “vaso” ou “recipiente”; sperma, “semente”. As angiospermas, portanto, podem ter um intrínseco significado lirico: recipientes da vida. A estrutura da flor, o carpelo, é o “vaso”, e – em sua original forma representa a feminilidade – contém óvulos e coletivamente é conhecido como gineceu (“casa da mulher”).

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Categoria: Biofilia, Botânica

Natalia Cruz Sulman

Sobre o(a) Autor(a) ()

Estudante de Filosofia (Universidade Federal de Pernambuco - UFPE), tenho paixão pelo mundo. Busco conhecer a vida em seus mais íntimos aspectos: desde a origem do primeiro ser ao que está se desenvolvendo no imensurável circulo existencial. Prezo pela comunicação afetiva e verdadeira e, através de tais encantos, vivencio a Palavra em seus mais profundos aspectos, isto é, o conhecer e o comunicar.

Comentários (2)

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  1. J.L. J.L. disse:

    Muito boa publicação sra. autora.

  2. Parabéns pelo texto, além de apresentar caráter informativo e científico desperta interesse ao assunto.

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